O relógio está pra bater meia-noite. Pensamentos à deriva, soltos, desconexos. Aqui sou eu, só, dono de mim mesmo, senhor do tempo, sonhador.
Lembro-me da fase em que estava me tornando homem, entregue as minhas próprias responsabilidades, problemas, angústias. Jovem ainda embarcando ao som de Cazuza e querendo entender… Uma parte de mim não entendia nada, a outra berrava por explicacões.
Eu queria entender o blues, sentir o blues, viver o blues, viver o blues. Aquele que ele recitava, o tal blues da piedade. Por vezes eu colocava “down em mim” em repeat, com um cigarro na mão, o cinzeiro na barriga e os olhos vidrados nas rotacões do ventilador. Foi aí que aprendi que temos que ter muito cuidado com aquilo que desejamos, pois as vezes as consequências são maiores do que as esperadas.
Talvez por tanto pedir explicacões, fui comecando a ver o mundo assim, azul, completamente blue. Dispertou em mim uma melancholia, que antes passageira, agora insiste em permanecer. Tudo isso por causa sa abstinência… Abstinência de risos, de sexo, de paixão, de flerte, de dinheiro, de trabalho, de produtividade, de vida.
Quando dei por mim, me vi assim preso ao nada. Um tanto quanto niilista, mas credor que existe algo mais além disso. Afinal, tem que existir ou sera apenas mais uma das minhas desilusões?
Eu, meus rascunhos, minhas rasuras, agora berram por tranquilidade. Cansado da vida louca, desejando que ela não seja tão breve, querendo parar o tempo, ou voltá-lo à inocência de ser crianca. Numa coisa Cazuza estava certo… o tempo não pára.
Agora que eu o conheco, o blues, me sinto mais maduro, embora nostálgico. Mas parece que ele insiste em ficar. Não sei se sou eu que o guardo aqui dentro de mim. Ser uma alma pensante parece trazer tristeza, infelicidade, um sentimento de ser e de sempre estar incompleto. De tudo que ele cantava eu juro que compreendo quando ele dizia que os ignorantes são mais felizes.
Mas aqui estou eu, só, com meus pensamentos à deriva, soltos, desconexos. Vivendo o blues, com os olhos vidrados no ventilador esperando que os sonhos dispertem o meu sono… isso tudo à medida em que o azul da noite comeca a encontrar o amarelo da manhã, onde meus pensamentos vão se tornando de novo de meu controle e lembrando sempre que amanhã é sempre um novo dia.
Lembro-me da fase em que estava me tornando homem, entregue as minhas próprias responsabilidades, problemas, angústias. Jovem ainda embarcando ao som de Cazuza e querendo entender… Uma parte de mim não entendia nada, a outra berrava por explicacões.
Eu queria entender o blues, sentir o blues, viver o blues, viver o blues. Aquele que ele recitava, o tal blues da piedade. Por vezes eu colocava “down em mim” em repeat, com um cigarro na mão, o cinzeiro na barriga e os olhos vidrados nas rotacões do ventilador. Foi aí que aprendi que temos que ter muito cuidado com aquilo que desejamos, pois as vezes as consequências são maiores do que as esperadas.
Talvez por tanto pedir explicacões, fui comecando a ver o mundo assim, azul, completamente blue. Dispertou em mim uma melancholia, que antes passageira, agora insiste em permanecer. Tudo isso por causa sa abstinência… Abstinência de risos, de sexo, de paixão, de flerte, de dinheiro, de trabalho, de produtividade, de vida.
Quando dei por mim, me vi assim preso ao nada. Um tanto quanto niilista, mas credor que existe algo mais além disso. Afinal, tem que existir ou sera apenas mais uma das minhas desilusões?
Eu, meus rascunhos, minhas rasuras, agora berram por tranquilidade. Cansado da vida louca, desejando que ela não seja tão breve, querendo parar o tempo, ou voltá-lo à inocência de ser crianca. Numa coisa Cazuza estava certo… o tempo não pára.
Agora que eu o conheco, o blues, me sinto mais maduro, embora nostálgico. Mas parece que ele insiste em ficar. Não sei se sou eu que o guardo aqui dentro de mim. Ser uma alma pensante parece trazer tristeza, infelicidade, um sentimento de ser e de sempre estar incompleto. De tudo que ele cantava eu juro que compreendo quando ele dizia que os ignorantes são mais felizes.
Mas aqui estou eu, só, com meus pensamentos à deriva, soltos, desconexos. Vivendo o blues, com os olhos vidrados no ventilador esperando que os sonhos dispertem o meu sono… isso tudo à medida em que o azul da noite comeca a encontrar o amarelo da manhã, onde meus pensamentos vão se tornando de novo de meu controle e lembrando sempre que amanhã é sempre um novo dia.













